O PLANO

CONHEÇA A NOSSA METODOLOGIA

Conceito

O QUE É UM PLANO DE BAIRRO?

É um instrumento de planejamento urbano autônomo, criado e gerido pela própria comunidade para responder às demandas reais de um território. Trata-se de um modelo de planejamento feito "da base", que busca garantir o direito à cidade e o protagonismo da comunidade na transformação do espaço onde vive.

Diferente de instrumentos formais e obrigatórios (como o Plano Diretor), o Plano de Bairro não possui uma metodologia rígida e não precisa estar formalmente institucionalizado na legislação. Ele surge como uma resposta direta às limitações e falhas do planejamento oficial, nascendo onde as políticas públicas tradicionais costumam não chegar: em periferias, bairros populares e territórios historicamente negligenciados.

Neste sentido, o Plano de Bairro aqui apresentado é um processo comunitário baseado na escuta ativa, na valorização dos saberes locais e na construção coletiva do conhecimento.

Correlatos

Nenhum território é igual

Por isso, experiências de Planos de Bairro de outras cidades foram estudadas e discutidas buscando compreender o que elas poderiam ensinar e como poderiam contribuir para a realidade encontrada em Maringá. Assim, selecionamos três principais referências que já tinham trajetórias avançadas e disponibilizado seus métodos, etapas e produtos.

Jardim Pantanal

Escuta da Experiência Local

Mais do que mapear problemas urbanos, a metodologia incluiu os lugares de encontro, as memórias, os afetos e o cotidiano dos moradores. Essa perspectiva nos ensinou a olhar além das ausências, procurar pelos elementos de identidade como relações, locais de encontro, histórias e vínculos. Assim, elaboramos os encontros "Cidade Sentida", "Cidade Percebida", "Cidade Real" e "Cidade Viva" para colocar o saber técnico em diálogo direto com a vivência de quem habita e usa o bairro no dia a dia.

Respeito ao Histórico do Bairro

No caso do Jardim Pantanal os moradores se organizaram em lutas contra remoções e enchentes, o Santa Felicidade e o João de Barro I foram marcados por programas habitacionais e intervenções do poder público feitas sem a participação dos moradores.

Reconhecer essa trajetória exigiu mudar o planejamento inicial: em vez de partir direto para o diagnóstico técnico, a equipe criou uma etapa prévia de aproximação, focada em conhecer as lideranças locais e construir laços de confiança com a comunidade.


Autonomia

O projeto adotou a prática de organizar as demandas e informações em materiais acessíveis para que os próprios moradores e lideranças possam cobrar seus direitos junto ao poder público de forma autônoma.

Floor Planning

We’ve all heard how crucial it is to set intentions, goals and targets. Powerful goals electrify us. Clear intentions energize.

Interior Design

At every moment you can tell if the vibration that you are sending is either a positive one or a negative one by identifying.

Pool Cleaning

There’s a quick and easy way to help your kids become happier and healthier-try.

Fundamentos metodológicos

A metodologia do Plano de Bairro Santa Felicidade e João de Barro I foi construída diretamente no território, o modelo não chegou pronto e rígido ou vindo de fora, o processo foi moldado na prática, adaptando-se às necessidades reais e à voz dos moradores a cada etapa. Assim, a atuação da equipe no território se fundamentou em três conceitos centrais.

Planejamento Insurgente (Faranak Miraftab)

Questiona o planejamento tradicional feito só pelo Estado e valoriza os "espaços inventados" — as ações, mobilizações e formas de organização criadas pela própria comunidade no dia a dia. A população deixa de ser mera ouvinte para se tornar protagonista do seu próprio futuro.

Pesquisa Colaborativa e Não Invasiva (Íñiguez-Rueda)

Define o papel da universidade como parceira horizontal, sem postura autoritária. O conhecimento acadêmico e o conhecimento popular possuem o mesmo valor e se somam na leitura do bairro.

Pedagogia Urbana e Troca de Saberes (Adrian Montoya / Paulo Freire)

Utiliza o Plano de Bairro como uma ferramenta educativa e de cidadania. O território se torna um laboratório vivo, onde o aprendizado coletivo fortalece a mobilização da comunidade para analisar e transformar sua própria realidade.

METODOLOGIA NA PRÁTICA

A metodologia de um Plano de Bairro vai muito além do levantamento de dados ou do mapa de propostas urbanas. Ela é, acima de tudo, um encontro entre o conhecimento da universidade e os saberes de quem vive o dia a dia do bairro. Neste sentido, o processo metodológico foi construído passo a passo, respeitando o ritmo do território por meio de um movimento contínuo, seguindo por 4 fases.

Escuta e Reconhecimento

Ouvir a história, as memórias e a identidade do local e a partir disso traçar os objetivos.

Formação e Reflexão

Debater coletivamente os problemas, esclarecer os direitos e discutir possíveis soluções para os problemas apontados.

Expressão e Visibilidade

Dar voz e forma às ideias dos moradores por meio de arte, mapas e relatos. Divulgar a realidade do território e sua história.

Autonomia e Diálogo

Fortalecer a comunidade para que ela possa negociar e reivindicar melhorias com o poder público.

Antes de iniciar os encontros da primeira fase com os moradores e após discutir as referências bibliográficas, fizemos uma visita de reconhecimento aos bairros no dia 5 de novembro de 2022.